“É de importância muito grande eventos como essa Feira para divulgar todo o aparato de tecnologia assistiva para as Pessoas com deficiência”.
Expositora Valquíria, coordenadora da APAE
“A importância é que hoje todo mundo está levantando a bandeira da inclusão social e poucos tem feito alguma coisa por ela, então uma Feira como essa é muito importante, por ser um evento sério”.
Expositor Oracir Silva da Costa, criador do triciclo BIGA
“Essa Feira está muito boa. Vários lançamentos, novidades... A feira promete bastante ao favorecimento das pessoas com deficiência”.
Mari Sônia Meneguetti, área comercial da Bengala Branca
“Pra mim o evento em Campina Grande foi um dos melhores que já fizemos pela receptividade de todos, pois é um evento realmente pensado e planejado. Em uma semana foram 1.200 inscritos, então a felicidade, a emoção e a sede de conhecimento dessas pessoas pra com a nossa causa é o que vale. Gostaria de agradecer a todos de Campina Grande que realmente nos receberam de braços abertos e principalmente ao Ministério de Ciência e Tecnologia que é o grande fomentador disso tudo. Espero que o movimento das pessoas com deficiência consiga eleger pessoas representativas e com o apoio que a mídia, que o próprio governo e a iniciativa privada tem dado, a inclusão da pessoa com deficiência é um seguimento que pode ainda estar devagar, mas que tende a crescer. Temos um projeto sendo estudado, onde através dos eventos e congressos, uma comissão científica vai selecionar projetos acadêmicos de pesquisa que tenham potencial de viabilidade e os melhores projetos ganharão recursos pra que venham a ser desenvolvidos”.
Marcus Scarpa, presidente do Instituto Muito Especial e idealizador do evento
“O objetivo da indústria é promover a inclusão de todas as pessoas, procurar fornecer equipamentos de alta tecnologia às pessoas com necessidades especiais pra que todos tenham o mesmo desempenho no desenvolvimento de suas funções, por isso vamos muito além das cotas exigidas pela lei. Nós tivemos a ideia de ampliar a Instituição e fornecer um espaço acessível, então este evento não poderia ter sido realizado em melhor ambiente. Acho que a sociedade brasileira está evoluindo, juntamente com os gestores, tendo a consciência de promover uma vida mais igualitária pra todos”.
Francisco Gadelha, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba
“Vendo este encontro, lembra um dos pressupostos básicos da Constituição da República que é a dignidade da pessoa humana, efetivamente não pudemos ser igualitários se não propiciarmos as pessoas um sentimento de solidariedade e igualdade para vivermos numa sociedade mais justa e fraternal, que possamos nos solidarizar com aqueles que necessitam. O princípio da dignidade humana é trazer eventos que faça com as pessoas possam estar mais próximas, possam participar de todos os eventos sociais, eventos públicos”.
Bruno Veloso, vice-presidente da OAB da Paraíba
“Nós do Ministério da Ciência e Tecnologia juntamente com o Instituto Muito Especial, queremos já a partir do próximo ano repetir em Campina Grande outro evento de uma forma mais acentuada, se possível, porque esse já foi um sucesso. Essa importância se dá porque nós temos aqui na Paraíba todo um sentido de trabalhar com as necessidades especiais e com as tecnologias sociais, isso nós já fizemos uma ação com o governo federal e com a agência nacional de comunicações e conseguimos colocar cinco orelhões pra surdos-mudos em Campina Grande”.
José Beiral – Representante do Ministério da Ciência e Tecnologia
“A feira de tecnologia promovida pelo muito especial é muito importante pra trazer novas alternativas pra pessoas com deficiência, promove vários projetos relativos à acessibilidade, tecnologia assistiva, ajudando ainda mais as pessoas com deficiência. Essa feira traz um grande público e nós queremos mostrar que é possível também, um deficiente ir a praia e surfar, ter contato com a natureza”.
Luiz Phelipe Nobre, presidente e fisioterapeuta da Adaptsurf
“Difundir o no processo de impressão em braile, que não perfura o papel, é fundamental. Pra gente foi muito interessante vir a feira em Campina, porque nunca estivemos no Nordeste e esse novo trabalho merece divulgação, porque teremos livros em braile com menos volume”.
Wanda Gomes, designer da WG Desenvolvimento de Produtos e Serviços
“O evento é uma oportunidade bacana pra gente tá participando e divulgando nossos produtos e dando oportunidade do público conhecer a gente. Na feira tivemos contatos com pessoas interessadas em aprender mais, em conhecer melhor nosso trabalho, pois o público não só visita, ele participa”.
Aline Picolle, diretora de pesquisa e desenvolvimento da Tecnologia e Ciência Educacional (Tece)
“Nós estamos mostrando pra Campina Grande os equipamentos eletrônicos e ajudas técnicas, porque é importante poder auxiliar as pessoas com deficiência visual”.
Kleber José Oliveira, gerente do departamento comercial da Terra Eletrônica
“As tecnologias assistivas são fundamentais para a inclusão social. Minhas expectativas tem sido superadas porque é importante divulgar o sistema do DPS 2000 pra que os deficientes visuais, que são o público alvo, vejam que é uma solução para uma limitação que eles tem e isso contribui pra que tenham um maior autonomia”.
Júlio Melo, inventor do DPS 2000 e sócio da Geraes
“Divulgar as tecnologias que estão disponíveis é importante, porque se pode ver o que está sendo produzido no mercado e é importante também que o congresso aconteça paralelamente à feira. Na feira se pode conseguir alguma coisa a baixo custo, fácil aquisição”.
Círia Gonzaga diretora da empresa Círia Gonzaga
“O evento mostra as tecnologias disponíveis e o que tem de novo no mercado. A feira trouxe pessoas de diversos setores e as barras de apoio são produtos pra acessibilidade e adequação da norma da ANBE pra segurança dos deficientes e pessoas com mobilidade reduzida”.
André Andrade, diretor da Della Andrade
“Nós já acompanhamos o Instituto Muito Especial desde o 1º congresso e pra nós existem duas situações importantes. 1º é ter o Instituto como parceiro e o 2º é o contrário, pegarmos todo o apoio e conhecimento do que está acontecendo no Brasil em relação à tecnologia assistiva. Nosso papel, além de receber todas as pessoas no stand, é visitar todos os outros e os convidando pra serem parceiros nossos no desenvolvimento da educação inclusiva que nós chamamos no Ministério da Educação de educação pra convivência”.
Franclin Nascimento, coordenador de educação profissional e tecnológica inclusiva do MEC
“O evento é muito bom pelo contato com o público, podendo apresentar nosso produto e isso está sendo pra o conhecimento, quanto pra gente colher alguns feedbacks. Outro aspecto bastante produtivo é a network que a gente está fazendo com os outros expositores porque tem produtos que são complementares ao nosso e estamos desenvolvendo parcerias pra que possam crescer em conjunto conosco”.
Raoni Franco, gerente de marketing da Inove Informática
“Aqui na Paraíba é uma emoção só. Dentro da cerâmica eu trabalho independentemente, faço minhas esculturas em casa e levo pra queimar num ateliê e o amor é que move isso tudo. As pessoas estão muito interessadas em trabalhar na cerâmica, teve uma senhora que tinha dificuldade de fala, artrose nas mãos e se emocionou ao fazer a máscara, então pra mim o que importa é a emoção de cada um”.
Rose Queiroz, ceramista
“Neste evento nós pudemos adquirir novos conhecimentos sobre os recursos tecnológicos que vem aumentar a nossa independência, enfim a nossa inclusão na sociedade”.
Luciene Souza da União Baiana de Cegos de Feira de Santana, Bahia (pessoa com deficiência visual)
“Como a Paraíba desponta como um dos estados que está no mais baixo nível de inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, o congresso vem inquietar as pessoas com deficiência e as que lidam com as mesmas, seja na academia, seja no terceiro setor. O congresso traz informação, tecnologia, que ainda tá um pouco distante da realidade de algumas pessoas, haja vista que deficiência tem um casamento muito marcado com pobreza, assim temos um discurso de inclusão frustrante, porque essas tecnologias tem alto custo por serem produzidas em escala pequena. Espero que o governo programe políticas que tragam reparação social. A curiosidade me trouxe ao evento porque temos o saber do senso comum juntamente com o senso erudito”.
Mércio Araújo de Campina Grande (pessoa com mobilidade reduzida)
“Campina Grande é altamente privilegiada com esse evento que mostra o potencial das pessoas com deficiência e portanto, trazer isso pra Campina, que é pólo educacional, é um momento de fazer com que a população reflita sobre a importância da inclusão social e das tecnologias assistivas. O evento é realmente de grande porte, então trouxe minhas alunas, que farão relatórios, pois estão tendo contatos com pessoas que podem viabilizar a educação para nosso município. Sou mão de uma deficiente auditiva e já fui professora de pessoas com necessidades especiais, então estou participando porque tenho compromisso político com essa proposta da inclusão”.
Professora Lígia Pereira dos Santos, departamento de pedagogia da UEPB, Campina Grande
“Esse evento vem agregar informação, atitude na área de acessibilidade e principalmente a construção de esforços das pessoas que participam do evento e pessoas que trazem experiências pra divulgar o que é acessibilidade e inclusão social. A programação bastante diversificada me motivou a participar, fazendo com que tenhamos uma magnitude de acessibilidade urbanística, arquitetônica, comunicacional, nas áreas de tecnologias de inclusão digital pra pessoas com deficiência e principalmente na parte atitudinal, as pessoas com necessidades especiais não querem ser auxiliadas ou ajudadas, elas querem ter inteira autonomia e dignidade”.
Kleberson Weber de Curitiba, Paraná
“Como psicólogo, acredita-se realmente que este evento, coletivamente, melhore bastante a auto-estima das pessoas que tem necessidades especiais. O evento é grandioso e bastante complexo. As pessoas que tem deficiência, muitas vezes tem sua auto-estima prejudicada por conta da questão da exclusão social que ainda é muito forte, portanto, além de trazer a acessibilidade do ponto de vista social, do ponto de vista físico, um evento como esse fortalece o psíquico das pessoas que portam de necessidades. É importante que se reforce o acesso dessas pessoas ao atendimento da psicoterapia pra que possam acreditar mais em si, independente de ter deficiência ou não”.
Eugênio Felipe, psicólogo da pediatria do Hospital Universitário de Campina Grande